15 maio 2008

Nutrição e Colite (Síndrome do Intestino Irritável)

Postado por Isnádia Costa em: Novidades .

COLITE: Manifesta-se em cerca de 20% da população adulta mundial

Colite não é uma doença. É um distúrbio das funções intestinais, que se caracteriza por alterações na freqüência das evacuações e nas características das fezes. Há ainda aumento da sensibilidade nos intestinos, o que leva � dor ou a desconfortos abdominais. O problema é mais comum no “intestino grosso”, porém ocorre também no intestino delgado. Parte dos doentes tem diarréia, outros ficam com prisão de ventre e os restantes ora têm diarréia, ora prisão de ventre.

A colite atinge 20% da população adulta. Ocorre mais em mulheres dos 15 aos 45 anos > a proporção no ocidente, é de duas mulheres para cada homem. Acredita-se que essas pessoas nasçam predispostas a terem os sintomas em algum momento da vida.

As queixas dos portadores de prisão de ventre são evacuações difíceis, que exigem esforço, fezes de pequeno volume e calibre, endurecidas, nem sempre diárias. Os que têm diarréia precisam ir ao toalete freqüentemente. Em geral, as evacuações se iniciam logo após o café da manhã, apresentando estímulos repetidos para evacuar, o que leva a uma sucessão de evacuações de urgência. Quando vem a vontade, são obrigados a atendê-la de pronto; caso contrário correm o risco de não poderem se controlar.

Tudo pode se repetir depois do almoço. Outra característica é que a diarréia se manifesta só enquanto estão acordados e não os desperta durante a noite. Já quem apresenta a forma alternada passa alguns dias com diarréia e outros com prisão de ventre. No início dos sintomas há dias com evacuações normais, mas a tendência para a maioria dos indivíduos, é a diminuição dos intervalos de normalidade.

Outro sintoma importante é a dor ou desconforto abdominal, que diminui � medida em que eles eliminam gases ou fezes. Por muito tempo se especulou sobre a possibilidade de a causa do distúrbio ter origem psicogênica. Submetido a impactos emocionais durante o dia, o organismo responderia com dor a alteração do ritmo intestinal. O fator emocional é real, mas hoje se sabe que os sintomas estão relacionados sobretudo � serotonina, substância produzida por células do estômago e do intestino que é responsável pela modulação dos movimentos e da secreção dos fluídos nos dois órgãos.

Os critérios para o diagnóstico clínico do problema são os seguintes: dor ou desconforto abdominal que diminuem com a evacuação ou eliminação dos gases, associados � alteração na freqüência das evacuações ou na consistência do bolo fecal. Os sintomas devem existir no mínimo há um ano, por pelo menos três meses consecutivos ou não, ou em 25% das evacuações ou mais.

Esses critérios dão exatidão diagnóstica � maioria dos casos; até porque não há exames de laboratório ou imagem que identifiquem qualquer anormalidade intestinal. Os sintomas da colite podem ser intensificados por stress, ansiedade, depressão e outros fatores psicossociais. Já alimentos gordurosos, laxativos e produtores da gases (leite de vaca, repolho, couve, alho, grãos) aumentam o desconforto abdominal. Pessoas com sintomas ou que se acham portadoras da colite devem consultar um gastroenterologista, que poderá confirmar a existência da doença.

Constatado a presença da colite, caso tenham dor significativa, o controle é feito com antiespasmódicos ou outros relaxantes da musculatura intestinal, ou ainda com drogas que atuem sobre a sensibilidade das vísceras, por interferência na ação da serotonina. O tratamento inclui produtos que corrijam o ritmo das evacuações e a consistência do bolo fecal. A colite é tratada com remédios, mas tende a voltar, muitas vezes sem motivo aparente ou quando a pessoa sofre impactos emocionais, mesmo positivos.

É fundamental que o paciente portador de colite consulte um NUTRICIONISTA para lhe orientar sobre a alimentação mais correta a fazer, pois atualmente, já existem suplementos nutricionais em pó que promovem um certo fortalecimento das células intestinais, ajudando-as a ter equilíbrio no seu funcionamento, com o propósito de evitar as evacuações e/ou a prisão de ventre, aproximando-as de uma vida normal, mesmo que com a restrição dos alimentos causadores dos desconfortos abdominais.

Mas é também importante mudar o seu estilo de vida, aumentando os períodos de lazer, com o objetivo de diminuir o “STRESS”.

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